Foram detectados deficiência no manuseio das carnes; falta de estrutura física, muitos ratos e insetos próximo aos locais onde a venda é feita. Não precisa muito para saber que a exposição das carnes à temperatura ambiente nas feiras-livres (como encontramos) favorece a proliferação das bactérias. A maioria das carnes fica pendurada em ganchos metálicos, sem proteção ou refrigeração.
É um festival para a sujeita, poeira e insetos. Os produtos vendidos fora dos padrões também sofrem o ataque de estafilococos coagulase positiva (bactéria encontrada nas fossas nasais, pele e mãos dos animais e humanos).
Os locais também são propícios para coliformes Escherichia coli (bactéria presente no intestino de animais e humanos). Ainda há o risco da contaminação por Salmonella spp (patógeno presente na natureza e no trato intestinal humano e animal).
Por essas razões, Flávia Oliveira não compra carne na feira do bairro São Caetano, onde mora há 38 anos. “Não tenho coragem de comprar carne nesse lugar, a falta de higiene é muito grande, basta dar uma volta em torno dos boxes que os ratos podem ser vistos”.
“Saio daqui para comprar no supermercado”. Flávia disse que só compra na feira do São Caetano frutas, verdura e legumes. Isso porque ela já sabe quando os produtos chegam “fresquinhos” e as barracas onde são vendidos ficam distante do canal.
A dona-de-casa Marluce Costa Muniz, que mora no São Caetano há 25 anos, confessou que também não compra carne no local porque teme pela saúde de sua família e sugere que as autoridades tomem providências urgentes.
Ela afirma que é preciso evitar que as carnes continuem expostas a sujeira, moscas e outros insetos. E alerta: “Infelizmente tem gente que compra, muitas vezes por falta de opção ou de condição de ir a um lugar que venda com segurança”.

No Centro Comercial, a situação não é diferente. Os consumidores se queixam e exigem providências. “Venho aqui desde minha adolescência e a situação nunca mudou. Não é possível que a vigilância sanitária não veja isso, todo mundo enxerga, menos esse povo”.“Também, eles não precisam comprar carne aqui, pois vão a supermercados ou frigoríficos”, esbraveja a dona-de-casa Lúcia Pereira. O consumidor precisa saber a procedência da carne que está comprando e exigir qualidade.
Utensílios sujos, como ganchos pendurados que ficam expostos, são perigosos e os maiores veiculadores de microrganismos. Isso é uma questão de saúde pública.
Outra coisa que o consumidor deve fazer é dar preferência às carnes inspecionadas pelo SIF, SIE ou SIM (Serviço de Inspeção Federal, Estadual e Municipal), refrigeradas, nunca em temperatura ambiente.
Mas em Itabuna isso vai ficar difícil. Alguns comerciantes dizem que a fiscalização da prefeitura nunca aparece por lá. No bairro Califórnia, a situação é semelhante à do São Caetano.
Boxes próximos ao canal, muitos ratos, insetos, moscas, cães sujos e até doentes, poeira e muita reclamação. As queixas dos moradores e de quem compra na feira são as mesmas dos frequentadores do Centro Comercial e São Caetano.
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