domingo, 4 de julho de 2010

E decidem ingressar com ação na justiça. A Fundação dos Deficientes do Sul da Bahia (Fundesb) enviou ofício ao Ministério Público Estadual no dia 16 de junho informando as irregularidades e pedindo providências. O presidente da Fundesb, Renan Pinto Brandão de Souza, diz que o piso recomendado para as calçadas é o liso e antiderrapante. Ele observa que os tijolos colocados na principal avenida de Itabuna geram desconforto para os cadeirantes porque provoca trepidação.
“A calçada ideal é aquela que garante o caminhar livre, seguro e confortável de todos os cidadãos. O ideal é que a calçada ofereça aos deficientes acessibilidade, largura adequada, fluidez, continuidade, segurança e espaço de socialização”.
“Só esses elementos vão assegurar a completa mobilidade dos usuários”.
O piso deve atender às dimensões mínimas, os pedestres devem conseguir andar a uma velocidade constante e, em especial, os deficientes físicos precisam de um piso liso e antiderrapante, mesmo quando molhado, quase horizontal.
Renan reclama que o piso destinado aos deficientes visuais é de qualidade ruim e foi colocado muito próximo à entrada das lojas. Ele afirma ainda que os avisos tácteis são curtos e não oferecem nenhuma segurança para o deficiente visual.
O piso de alerta deve ser utilizado para sinalizar situações que envolvem risco de segurança. Ele deve ter cor diferente, em contraste com o piso ao lado.
A instalação deste material é obrigatória nos rebaixamentos de calçada, nas faixas de pedestre elevadas, nas plataformas de embarque e desembarque ou pontos de ônibus, no início e término de escadas, rampas e em frente a porta de elevadores.
Rampas
O presidente da Fundesb se queixa também que os pais terão muita dificuldade para transitar com carros de bebê, porque as rodas vão ficar presas nas pedras. A Fundação já conseguiu que o município colocasse rampas para os cadeirantes, acionando o MP.
Além das rampas que não tinham sido feitas, mesmo com promessa da revitalização, a Fundesb vai acionar o município por causa do piso irregular. “O autoritarismo que sempre imperou em Itabuna não deixa os governantes ter a humildade de ouvir especialistas”.
Segundo Renan, “é por isso que ocorrem fatos como a reforma da principal artéria do município sem rampa de acessibilidade”. Ele não acredita que a prefeitura vai corrigir. “Mais uma vez o povo tem que engolir os desmandos dos maus gestores”.
Para Ângela Góes, paraplégica e usuária de cadeira de rodas, a locomoção está muito difícil na Avenida do Cinquentenário com o novo calçamento. “É um desconforto muito grande, os tijolos não são juntos uns aos outros, deixando um espaço vago”.
“Isso leva a uma trepidação forte na cadeira de rodas e desencadeia espasmos nos membros inferiores, a ponto da perna cair da cadeira. Nos causa um transtorno, tira nossa tranquilidade, ficamos sem segurança e suscetível a tombos”.
Percorrendo a Avenida do Cinquentenário com o presidente da Fundesb, flagramos um cadeirante transitando e enfrentando os problemas citados por Ângela e denunciados pelos deficientes físicos e visuais.

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