Cachoeira ao lado da Rua do Prado, lado esquerdo, próximo à Ponte Calixto Midlej Filho, no bairro Conceição. Além de conviver com a poluição do rio e a falta de saneamento, os moradores são vizinhos de margens cobertas de entulho. Em geral, restos de construção são jogados na margem do rio sem pensar. São levados por caçambas, carroças, em sacos, e tem origem em construções que não sabem onde jogar os restos de material. Essa conta quem paga são os moradores.
Eles reclamam que a rua fica feia e bagunçada, além disso há entulhos que são jogados sobre as valas que levam a água da chuva para o rio, ocasionando entupimento e inundando a rua, sem pavimentação.
“Aqui não temos opção. As pessoas jogam o entulho e às vezes nem vemos. Quem cuida da rua somos nós, já que é muito difícil aparecer algum representante da prefeitura para olhar pela gente”, diz o morador Nelson Santos.
Os problemas, para esses moradores, vão além dos entulhos, já que também é difícil conviver com um rio poluído e tomado pelo esgoto e o mau cheiro, além do acúmulo de baronesas e insetos, principalmente a muriçoca.
Omissão pública
Apesar de ser um problema aparentemente sem solução rápida, o entulho tem um lado positivo para quem mora no local. Na época das chuvas fortes, quando o nível do rio aumenta, o entulho impede que a água avence sobre as casas.
“Hoje não tem mais enchentes como antigamente mas, com o tempo do jeito que anda, é melhor prevenir” avalia a dona-de-casa Gilbele Cristina Leal.
Já para Alberto Nunes, o que precisa na Rua do Prado é maior presença do poder público. “A imagem é péssima, além da falta de saneamento. Infelizmente, por enquanto são esses entulhos que protegem nossas casas, apesar do incômodo”.
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